Fuja de Dalila

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Em minhas conversas com amigos, aqui e acolá, eu falo algo de Bukowski  — com medo de dar a impressão de que sou fã daquele velho. Não sou, uso algumas histórias de seus livros para fazer uma comparação e explicar possíveis realidades do cerne de um diálogo qualquer.

Muito cara legal foi parar debaixo de uma ponte por causa de uma mulher.”
– Bukowski em Mulheres

Na maioria das vezes, quem apela a essa frase esquece-se de perguntar com que tipo de mulher esses caras se envolveram. Nós homens possuímos duas cabeças, isso é vero, mas, ainda mais vero, há acontecimentos em nossas vidas em que uma delas pensa mais que a outra. Pior é quando o homem passa a pensar apenas com a mais irracional durante toda a vida.

É complicado porque, por vezes, aparecem aquelas mulheres que só podem ter saído de um cartaz no cinema, aquelas de expressão tão sedutora que até mesmo de cenho carregado são capazes de nos roubar a atenção. Em compensação surge algo eventual que descreve a personalidade e ações comuns às “Dalilas” que acabam por gerar um asco dessa categoria. Esta aversão passa a ser notavelmente maior depois que se conhece uma mulher de personalidade atraente, forte e equilibrada.

Dalilas veem um rio assim como Narciso viu. Aquela fala de salvadora do mundo e de ajudar as pessoas some rapidamente quando ela é colocada no seu ambiente familiar ou no círculo social em que ela se apoia. Nega sua concupiscência, ao mesmo tempo que apoia. Apoiaria as ações de Emma Bovary com toda Certeza. Algumas querem esconder os reflexos de suas vidas voluptuosas atrás do feminismo, como se fosse uma causa nobre, balbuciando sobre o capitalismo financiar isso tudo (só esquecem de dizer que são financiadas pelos Rockfeller. Sim, inteligência não é lá muito o seu forte). Às vezes, todo esse ódio foi só por causa de algum ex que não queria absolutamente nada. Querem “direitos iguais” mas se você disser o mesmo estará errado(?), ou se falar sobre os deveres de todos não sobra uma, as que ficarem provavelmente irão gritar algum termo político, o qual elas desconhecem, no pé do seu ouvido.

Tornam-se ainda mais cômicas quando querem recobrar as faculdades do espírito. Falam de crescimento espiritual e de generosidade, mas citando-se qualquer virtude, de caráter puro e altruísta, você vê a face do ódio e ouve frases do tipo “construção social” ou “imposição religiosa”. São incrédulas, mas ficam extasiadas quando você fala de astrologia. Fique calado, deixe que elas pensem que a Terra executa somente dois movimentos, e que o caminho pelas doze casas do zodíaco é sempre constante, e jamais deixe elas saberem o que é Leitura Fria se você quiser continuar brincando com uma delas (“usando” é uma palavra muito forte?). Caso Tarot funcionasse, independentemente da carta que uma Dalila tirar, é só dizer a descrição negativa da Sacerdotisa, da Imperatriz e do Juízo. Hey! Não faça isso! É quase que um estelionato.

Não sei dizer materialmente, mas Dalila é pobre e posso garantir que possui pelo menos um desses fatores:

“[…] O rancor sem fim contra pais e mães, a destruição da unidade familiar, o ódio às exigências morais das tradições religiosas, a busca desesperada de sensações por meio do consumo de drogas, a reinvindicação pueril do “Direito ao Prazer”, a transformação do erotismo numa escalada de exigências egolátricas que começa no protesto feminista e culmina na apologia aberta do incesto, a disseminação de técnicas pedagógicas que estimulam a delinquência juvenil […]”
– em O Paradoxo Esquerdista

Um conselho de brother:

“É melhor morar num canto do telhado do que ter uma companheira rixosa em uma casa ampla.”
Provérbios 21:9

A menos que você queira continuar com uma Dalila, se for o seu caso, e ver até onde o relacionamento vai dar, diga que eu estou errado e que tudo isso aqui é mentira.

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